A física quântica nos ensina que mesmo o mundo material é criado por nós, momento a momento.

A Cola


dna-tecnologico

Cada pensamento, cada expectativa, causa uma mudança no campo da realidade que experimentamos (ou ativa o computador cósmico), pois a tecnologia para criar as mudanças se encontra na mente humana.

O cérebro é o emissor e o receptor da energia mental e a mente é um fenômeno não localizado, uma qualidade inerente ao campo. Seria o hardware e o software de um computador.

Não existe diferença essencial entre vida e inércia exceto pela intensidade da consciência e da concentração de informações, mas existem infinitas formas de observação para o momento em que a criatividade inerente à atividade do ser é acionada.

No domínio do conhecimento quântico, não se pode ter uma objetividade completa no mundo das partículas (das quais somos feitos), se o universo determinístico newtoniano ruir completamente. Por outro lado, vivemos num mundo de manifestações; em latim, a palavra “manifestação” literalmente quer dizer: “aquilo que pode ser segurado pelas mãos”.

Um corpo, um objeto, ou uma empresa é uma manifestação: podemos segurar um contrato, uma máquina ou um produto que é a manifestação de um dos processos da empresa; mas ainda assim,


não podemos segurar o capital intelectual dos que dela fazem parte, e que no entanto é o ponto primordial da organização. E mais, o grande paradoxo é que sabemos também que 99.999 % do contrato, da máquina e do produto…, também é espaço vazio!

Nós e tudo à nossa volta nada mais somos que do que uma nuvem de probabilidades no campo quântico. O que mantém o contrato, a máquina, o produto e a empresa unidos não é uma manifestação; o que mantém unido um grupo de partículas em quaisquer circunstâncias, não pode ser seguro em nossas mãos. E aí estamos no ponto crucial do significado da questão: O que une um grupo? O que mantém o corpo, a sociedade, a família, a empresa unida? Qual seria a natureza desta cola sutil?

Não seria a energia da cooperação, da conexão, do compartilhar, expressões de uma força que embora sutil, não é nada abstrata?

Não poderíamos chamar essa cola, essa força tão forte, de Amor?