O sentimento vem do Ser, e só existe um: AMOR!

O tripé na teia


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Começamos a vida com uma forte conexão com nossos pais, já que, no ser humano, a dependência para a sobrevivência na infância é total. É quando se instala o Instinto de Autopreservação. À medida que crescemos, vamos esticando esse fio energético invisível e, paralelamente, construindo outro, em direção aos amigos. Começamos a desenvolver, na interação com o mundo, o Instinto Social.

A necessidade de compartilhar o nosso Ser nos impulsiona para mais um elo de ligação, o afetivo. É a descoberta de uma nova força energética desconhecida, que, a princípio, assusta: o Instinto Sexual. Aí está o tripé básico para o desenvolvimento de uma teia energética que nos mantém firmes na organização da vida e na eterna luta da organização contra o caos ou entropia.

O Instinto Social se expande quando nos sentimos premidos pela necessidade de manifestação do nosso potencial, e nos debruçamos sobre a vida profissional. Mais fios na teia energética são fortemente estabelecidos, através da união com um parceiro e com a chegada dos filhos, verdadeiras extensões de nós mesmos, que já nos mostram a inexorabilidade do diferente e da renovação enriquecedora, fortalecendo o Instinto sexual.


A necessidade de um aprofundamento em nossas origens nos leva dos pais a um credo, um ideal, um Deus, fazendo com que o Instinto de Autopreservação se manifeste buscando, dentro da simbologia de uma realidade mais profunda, a conexão e o contato com o Eu interior. Todos esse fios precisam ser constantemente alimentados e nutridos para que possam expandir-se, já que cada um deles influencia a outra ponta à qual está conectado, criando assim a unidade ou a teia da vida, propiciando as condições necessárias para que ela se expanda até o infinito. Qualquer movimento brusco ou tensão em uma das pontas do tripé inicial afetará todas as outras pontas e os segmentos aos quais está interligada.

O tripé inicial da teia visa a seu crescimento, alimentando e nutrindo os outros tripés dos quais depende, para que permaneçam fortemente ligados à teia exterior, levando-a pela comunicação energética a novas conexões. Esse é o processo constante de realimentação e revigoração natural. A alimentação correta e produtiva é o incentivo e a permissão para a manifestação do potencial natural e inerente das pessoas vinculadas à teia, transformando, muitas vezes, o trabalho mecânico e ressentido em um projeto de manifestação, criação e prazer na participação.

O equilíbrio harmônico do Ser só pode ser obtido na união do endógeno – a vida pessoal e familiar – com o exógeno – a manifestação do potencial individual.